Ônibus e Metrô (33)
Transporte público é a solução
Autor: Reclame com Dimenstein Criado em: 05-01-2010 às 11h50 Resolvido em:
Tema: Ônibus e Metrô Aconteceu em: 21-12-2009 Local: Centro
Fato Recorrente: Não
Passagem de ônibus vai custar R$ 2,70

JT 21/12/2009 - NAIANA OSCAR

Novo valor começa em 4 de janeiro. Integração com Metrô no Bilhete Único também sobe

Após três anos sem reajuste, a tarifa de ônibus passará para R$ 2,70 a partir do dia 4 de janeiro de 2010. Os R$ 0,40 a mais representam um aumento de 17,4%. Com isso, de acordo com a tabela da Associação Nacional de Transporte Público, atualizada em outubro, São Paulo passa a ter uma das tarifas mais caras do País. Nas outras capitais, o valor não passa de R$ 2,50.

Com o reajuste, a integração com o Metrô, por meio do Bilhete Único sobe de R$ 3,65 para R$ 4,00, segundo nota divulgada ontem pela Prefeitura.

Na sexta-feira à noite, o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, entregou um ofício ao presidente da Câmara Municipal, Antônio Carlos Rodrigues (PR), prestando informações sobre o aumento. O comunicado é só uma formalidade, já que a decisão não precisa ser aprovada ou rejeitada pelos vereadores.

Na capital, o último reajuste foi em novembro de 2006, quando a passagem subiu 15%, de R$ 2 para R$ 2,30. O congelamento da tarifa até o fim deste ano foi uma promessa do prefeito Gilberto Kassab durante o período eleitoral. Para cumpri-la, ele teve de bancar R$ 783 milhões em subsídios às empresas de ônibus. A previsão inicial era de que valor não ultrapassaria os R$ 600 milhões.

Agora, com o aumento da tarifa, o recurso reservado a subsídios deve cair pela metade, conforme está previsto no orçamento da Prefeitura. A cada R$ 0,10 a mais na passagem, a administração municipal deixa de reservar R$ 148 milhões para as empresas.

Em nota, a Prefeitura informou que o reajuste “corresponde apenas à defasagem provocada pela inflação desde novembro de 2006”. E diz que nesse período fez melhorias no sistema como renovação da frota, extensão do período de integração do Bilhete Único para três horas de segunda a sábado e para oito horas aos domingos e feriados.

Para o superintendente da Associação Nacional de Transporte Público, Marcos Bicalho, a medida deve afastar ainda mais os paulistanos do transporte público. “Passa a ser mais vantajoso comprar um carro ou uma moto.” Hoje, quem faz duas viagens de ônibus por dia gasta R$ 92 por mês. Em janeiro, serão R$ 108 mensais - pouco menos do que a prestação de uma moto como a CG 125 Fan da Honda: R$ 179 em 48 meses.

Em outubro, foi aprovado na Câmara Federal projeto de Lei que tornaria possível a queda das passagens. Pela proposta, o governo federal deixaria de cobrar PIS e Cofins sobre a compra de combustível, veículos, pneus e sobre o faturamento de serviços de transporte público. Entre janeiro e fevereiro, as tarifas de Metrô, CPTM e EMTU, hoje em R$ 2,55, serão reajustadas. A passagem deve ficar entre R$ 2,60 e R$ 2,70.


Local: Praça da Sé - Sé, São Paulo - SP, Brasil


4 comentários 0 apoiados
Anônimo em 11-01-2010 às 11h13
Absurdo este aumento!
Cesar_Francisco em 11-01-2010 às 11h15
Infelizmente, o repasse do aumento da tarifa dos onibus urbanos , Metro/CPTM vai novamente onerar mais o orçamento do paulistano que utiliza o transporte coletivo. Realmente com todo esse incentivo oficial para que todo cidadão tenha seu carro ou moto próprios, fica dificil acreditar que teremos transporte digno e com preços justos como é largamente exposto na mídia pelos governos municipal e estadual.
Edge_live em 11-01-2010 às 11h15
Existe algo em relação ao transporte público em nosso Estado. É incrível a disparidade de valores cobrados, por exemplo, em São José dos Campos, que conta, sei lá, com uma população equivalente a 10% da de SP já se paga o valor de R$ 2,50 e em minha cidade, Caçapava, menor ainda, R$ 2,30 - e caros, posso garantir que a qualidade e quantidade do tranporte é certamente inferior a da capital. A solução, não sei... mudar o combustivel dos ônibus?
Meneleu Bezerra Lins Neto em 11-01-2010 às 11h16
Há uma série de medidas simples que poderiam ser usadas para reduzir o custo da passagem do coletivo urbano. Em Natal-RN, dentro do horário de 1 hora o passageiro pode mudar de ônibus sem pagar nova tarifa, que é de 2,00 R$. Há também um sistemas de compensação: O preço da passagem é calculado na razão do quiçômetro rodado. Assim as linhas com menor quilometragem-mais rentáveis, rapassam parte da arrecadação para as linhas mais longas. São exemplos de como um gestor com vontade política e inteligência pode melhorar a vida do passageiro de baixa renda. Poder-se-ia também subsidiar biodíesel para o empresariado, assim como para a renovação e ampliação da frota.

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